sábado, 24 de agosto de 2013

Abrigos

Já dormiste em abrigos? São fáceis de montar, não tens de os transportar às costas, são só vantagens. Reza para que não sejas devorado pelas melgas! Uma maravilha para quem gosta de disfrutar do escotismo ao Natural.
A função principal de um abrigo é proteger o Escoteiro do frio, vento, chuva e outras condições climatéricas desagradáveis ou mesmo perigosas para a sua saúde. Um abrigo bem construído também pode oferecer conforto e bem estar psicológico.
Quanto maior for o tempo de acampamento, maior será a importância a dar à forma como o abrigo é construído. Um abrigo feito à mão pode ir de um rápido e simples alpendre a uma cabana de troncos completamente calafetada. A sofisticação do abrigo que decidires construir depende de vários factores como o tempo e material disponíveis, o conforto pretendido e naturalmente o engenho do "artista"! Uma característica fundamental para construíres um abrigo eficaz e "habitável" é improvisar. A improvisação combinada com a criatividade e alguns conhecimentos básicos podem produzir um abrigo robusto e confortável.
Local
Procura um local seco para acampar. Não te esqueças de verificar se o terreno é plano, se não contém pedras, ramos ou coutos de troncos (daqueles que nos fazem dar voltas a noite inteira sem dormir!). O conforto do abrigo começa com a escolha do local. Um ponto alto no terreno, um local bem aberto e afastado de pântanos é o ideal.
Tem atenção à intensidade e direcção do vento. A entrada do abrigo deve sempre estar 'de costas' para o vento. Se fizeres uma fogueira deves fazê-la na direcção da entrada.
Mãos à Obra!!!
O tipo de abrigo a construir depende do tempo disponível para o preparar e do tempo que nos vamos servir dele.
Alguns tipos de abrigo:
Abrigo de pára-quedasFaz-se abrindo um pára quedas (ou qualquer outro material parecido) sobre uma corda ou trepadeira esticada entre duas árvores.
Abrigo Mongol À volta de um tronco de uma árvore, a cerca de 2metros de altura amarram-se várias espias que se estendem obliquamente para estacas colocadas no chão a cerca de 2 metros da árvore e com aproximadamente 50 cm de altura. Imaginem como se fosse um guarda-chuva gigante, em que o tronco é o suporte central e as várias espias de sisal grosso são as varetas. As varetas estendem-se até à ponta das estacas. Perpendicularmente às "varetas" passam-se várias linhas de sisal espaçadas cerca de 50 cm entre si. À altura das estacas cobre-se com uma faixa de tecido impermeável. A restante cobertura pode ser feita com oleados.
Abrigo do Índios Navajos ou abrigo subterrâneo Escava-se no solo um buraco rectangular ou quadrado, com cerca de um metro de profundidade. Escoram-se as paredes com toros presos por estacas e faz-se uma rampa de acesso. Criam-se cerca de três estacas de cada lado (na parte de fora, afastados cerca de 50 cm do limite do buraco) para suportarem um tronco que servirá de apoio às varas do colmo. O colmo é constituído por diversas varas flexíveis que atravessam o abrigo de lado a lado, formando uma cobertura curva. Cobre-se a estrutura com folhas, oleados, panos de tenda... Não te esqueças de fazer um respirador!!
Este abrigo é desaconselhado a épocas de chuva, porque inunda sempre!

Aperto de mão Escotista

Existem diversas explicações para o uso do aperto com a mão esquerda (Canhota) pelos escoteiros. Julgo que a mais realística é a aqui transcrita.



"...Em 1893, B.P. foi enviado numa expedição à colónia britânica da Costa do Ouro (África Ocidental), para pacificar os Ashantis, fazer cumprir o tratado de 1874 e pôr termo ao contrabando de escravos. Quando da queda do Kamussi, um dos Chefes veio ao encontro de B.P. e estendeu-lhe a mão esquerda. B.P. estendeu-lhe a mão direita, mas o Chefe disse-lhe:
"Não, no meu país, ao mais bravo entre os bravos cumprimenta-se com a mão esquerda".
B.P. reparou que, enquanto o chefe lhe estendia a mão esquerda, levantava a direita aberta, por cima da cabeça, o que significava que era um amigo leal, pois a mão utilizada normalmente para segurar a arma estava vazia.
A mão esquerda também era a mão que segurava no escudo e quando um guerreiro cumprimentava com a mão esquerda tinha que afastar o escudo, ficando, portanto, desprotegido. Este também era um sinal de confiança e de lealdade para com a pessoa que se estava a cumprimentar. O aperto de mão com a mão esquerda demonstra algo ainda mais nobre, o desejo dos homens acreditarem uns nos outros! Os escoteiros cumprimentam-se apertando a mão esquerda, entrelaçando os dedos mindinhos..."

Saudação

"A saudação é um sinal usado entre pessoas de categoria, poder saudar alguém é uma honra e um privilégio.
Nos tempos antigos os homens livres tinham todos direito a usar armas, e ,quando se encontravam, levantavam ambos a mão direita para mostrar que não levavam armas e que se encontravam como amigos. O mesmo sucedia quando um homem armado encontrava uma dama.
Actualmente as pessoas não andam armadas. Mas aqueles que tinham direito a isso, como os cavaleiros, escudeiros e homens de armas, isto é, os que viviam dos seus rendimentos ou ganhavam o seu sustento, ainda fazem o gesto de se saudarem uns aos outros levantando a mão ao chapéu, ou mesmo tirando-o.

A tua saudação mostra apenas que és pessoa honesta e queres bem aos outros. Não tem nada de servil".

É um excerto do Escotismos para Rapazes, explicando o porquê da saudação.

O sinal escotista faz-se levantando a mão direita, de palma para a frente, polegar apoiado na unha do dedo mínimo e os outros dedos direitos, apontando para cima. Os três dedos lembram ao escoteiro os três artigos da Promessa (Compromisso). O polegar simboliza o "forte" e o dedo mindinho o "fraco", ou seja, o forte protege o fraco. Não é fraco de espírito mas aquele que, em determinado momento, precisa de ajuda do seu irmão mais forte.

Há, notoriamente, uma simbologia de cavalheirismo, honra, associada à saudação escotista, mas também ressalta o amor pelo próximo, algo que nos transmite a espiritualidade inerente ao ser escoteiro.

Sinais de Pista

Sinais de Pista

OBJECTIVOS:
a) Deixar informações sobre um percurso de trilha.
b) Observar de forma mais atrativa a natureza.
REGRAS:

Os sinais de pista devem seguir uma regra especifica, já que o objectivo principal é conseguir chegar ao destino, atavés da pista deixada:

a) Deve ser colocado sempre do lado esquerdo do trilho (coloca-se no lado direito nos países onde a circulação automóvel se faz pela esquerda).
b) Dever estar sempre visível.
c) Se existir vento, não usar folhas ou papel.
d) Não estar a uma altura superior a 1 metro.
e) Em entrocamentos e cruzamentos de trilhos usar sempre o sinal "Caminho a evitar".
f) Devem obedecer uma distância de:
1. Em terrenos dificeis: de 2 em 2 metros.
2. Em Rochas; de 5 em 5 metros.
3. Em matas e florestas: de 20 em 20 metros.
4. Em prados, campos: de 30 em 30 metros.
MATERIAIS PARA FAZER SINAIS:
Podemos utilizar diversos materiais para fazer os sinais de pista, entre eles podemos citar:
a) Pedras,
b) Gravetos,
c) Troncos secos de árvores,
d) Barro batido.
e) Outros
SEGUINDO UMA PISTA
Quando se segue uma pista, a Patrulha precisa de estar bem unida em conceitos, opniões organização e decisões, pois disto depende o sucesso da mesma. Neste sentindo a pista é seguida tendo em consideração:
1. Ao encontrar um sinal a Patrulha deve parar e entender qual é a mensagem.
2. Ao passar o sinal, certificar-se que se deixa em perfeito estado para a Patrulha seguinte.
3. Se for a última Patrulha, desmanchar os sinais de pista.
4. Sempre ficar alguém no local do sinal até encontrar o próximo, que sendo na mata, deverá estar a 20 metros de distância.
5. Nunca se afastar do grupo ao ponto de se perderem.
OS SINAIS....

Código de Campo da AEP

Código de Campo da AEP

É uma das provas de 1ª Etapa da Tribo de Escoteiros. Não é só para decorar, é para entendê-la e cumpri-la.

Sê cortês
  • Se encontrares alguém no campo, cumprimenta. O Escoteiro é educado.
  • Ser afável, é algo que deve fazer parte da tua maneira de ser, por isso, ser afável para com os habitantes das regiões que visitas, deverá ser algo natural.
Respeita o trabalho dos agricultores.
  • O trabalho dos agricultores deverá ser respeitado, por isso não mexas nas suas colheitas, sementes, plantações, lenha, maquinaria, etc.
  • Uma ovelha pode ser engraçada, mas os animais não devem ser perturbados. Por isso, não lhes mexas, a não ser que tenhas permissão dos donos e não espantes os rebanhos.
Respeita a propriedade alheia.
  • Ninguém gosta de ver a sua casa usurpada, por isso, não acampes sem pedir autorização.
  • Mantém-te em caminhos públicos quando atravessares os campos e as quintas, para não perturbar os proprietários.
  • Respeita os letreiros de proibição (eles estão lá por alguma coisa) e nunca caminhes por campos cultivados, para evitares danificar o trabalho dos agricultores.
  • Usa os portões para atravessar vedações, sebes e muros. Não somos banderlogues... Caso contrário vais acabar por os estragar.
  • Fecha com cuidado todos os portões e cancelas quando passares, para evitares danificá-los e fazer barulho.
  • Não cortes nunca uma árvore sem autorização e pede autorização para subi-las.
  • Obtém sempre permissão antes de fazer fogueiras e depois tem cuidado para não prejudicar as árvores e construções.
Protege os animais e as plantas.
  • Os animais não são brinquedos vivos, por isso não captures nem prendas os animais que possas encontrar e não faças mal aos pássaros nem mexas nos seus ninhos.
  • Não arranques flores nem partas os ramos das árvores.
Respeita os sons da natureza.
  • Não faças barulho desnecessário.
  • Não leves para o campo aparelhos de som (rádios, leitores de Cd’s, etc.) para poderes escutar a natureza.
Ajuda a manter toda a água limpa.
  • A Água é um bem precioso. Não sujes as fontes, as nascentes nem a água dos ribeiros.
  • Não deixes as nascentes de água potável sujas, a água é necessária para o agricultor. E lembra-te... Deixar o mundo um local melhor, está em todos os momentos...
Tem o máximo cuidado com o fogo.
  • Toma todas as precauções para evitar o risco de incêndio, tendo em atenção os períodos em que se pode fazer fogo.
  • Não acendas fogo desnecessário, sobretudo com vento forte.
Deixa tudo limpo.
  • Junta todo o lixo num saco resistente para depois o deitares num contentor na próxima povoação, lembrando-te da separação.
  • Deixa o campo melhor do que o encontraste.

Acender uma fogueira sem fósforos...

Com lente de vidro

É algo simples. Basta colocares uma lente (de um velho binóculo, de uma lupa, ou até mesmo dos óculos sobre uma mecha (de caruma, etc) e... Aqui vai disto... Utiliza a parte convexa da lente, ok?

Atrito com pedra dura
Arranja um bocado de pedra dura e, com a ponta de aço de uma faca, consigas fazerr faíscas com o atrito. Se a pedra se partir, ou se se riscar facilmente, procura outra... Aproxima a pedra da mecha que criaste para que as faíscas a atinjam mais facilmente. Cuidado com os olhos, não vá saltar alguma faísca ou lasca da pedra. Depois de criar alguma chama, sopra levemente e vai alimentando a fogueira com pequenos gravetos até poderes colocar lenha mais “sólida”.

Com pilhas
Um bocado de palha de aço, de fraca resistência, ligado aos pólos de duas pilhas ou a qualquer outra bateria vai incendiar-se. Também podes provocar faíscas com dois fios ligados aos pólos (positivo e negativo) da pilha/bateria. Junta as pontas dos fios junto à mecha encosta os fios a afasta-os rapidamente. O curto-circuito criad gera faíscas suficientes para começares a tua fogueira.
Atrito com couro
Cria-se atrito com uma tira de couro, ou uma corda qualquer de fibra roçando-a insistentemente num tronco morto ou seco junto a uma mecha que se acenderá com o fogo.

Atrito
Esta é uma das minhas preferidas. Tens de ter paciência e muita determinação, mas funciona bem.

  • Encontra uma bocado de madeira macia com cerca de meio metro de comprimento e 5 ou 10 cm de largura que servirá como placa de atrito. Salgueiros e álamos são uma boa madeira para esta técnica e é fácil encontrá-los perto de rios e lagos.
  • Escava uma ranhura pequena com cerca de 15 a 20 cm de comprimento no centro da placa. Use a tua faca-de-mato ou uma pedra afiada.
  • Utiliza um graveto de madeira sólida para fazeres o atrito. O comprimento do graveto deve ter cerca de 30 cm e uma das extremidades precisa ser pontiaguda.
  • Coloque o bocado de madeira no chão e insere o graveto na ranhura.
  • Mexe o graveto para frente e para trás ao longo da ranhura com pressão moderada, o que evita que se parta e cria pequenos bocadinhos de serradura.
  • Quando existir um volume suficiente de serradura, levantas a ponta da placa e a apoias a mesma no teu joelho. A serradura acumular-se-á na ponta mais baixa da ranhura.
  • Esfregas a ranhura o mais rápido possível com o graveto, fazendo uma forte pressão, até que a serradura se inflamará. Sopra lentamente o material inflamável até conseguires uma chama que possas utilizar para iniciar a fogueira.

Arco
Esta é a outra técnica de fricção, e esta é mesmo a minha preferida.
  • Pedra lisa, do tamanho da mão, com uma ligeira depressão de um lado.
  • Broca - Uma bocado de madeira forte, com cerca de 30 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de diâmetro.
  • Placa base - Uma placa lisa de madeira macia com sensivelmente 30 cm de comprimento, 15 cm de largura e 2 cm de espessura.
  • Arco - Uma vara flexível de madeira verde com, aproximadamente, de 2,5 cm de diâmetro e de 45 a 60 cm de comprimento.
  • Corda - Atacadores de sapatos servem perfeitamente
Depois de juntares o material, é hora de acender o fogo.
  • Faz uma depressão pequena e arredondada no centro da placa base.
  • Faz um corte em V apontando para baixo no centro da placa, de forma que ele fique enquadrado com a depressão.
  • Dobra o arco em forma de meia-lua e amarra-o com os atacadores dos sapatos.
  • Posiciona a placa no chão e uma pequena quantidade de material inflamável sobre o corte em V.
  • Segura a placa com o pé para que exista estabilidade e posiciona o arco em torno da broca, apoiada na depressão central da placa.
  • Coloqua a pedra sobre a broca, pressiona-a moderadamente e aciona a broca com movimentos repetitivos do arco. Isso fará com que a broca gire e criará um pó preto e quente que cairá sobre o material inflamável. Em pouco tempo, surgirão chamas e poderás transferir o material inflamável aceso para o local da fogueira.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013




Grande abertura do Grupo 212! Dia 31 de Agosto às 15h na sede vem conhecer os novos chefes as novas escoteiras e as novas atividades que temos para ti! Não te esqueças! Areja o uniforme, vê se as botas te servem e não fiques no sofá. Estamos à tua espera para começarmos a planear grandes aventuras para este ano do nosso CENTENÁRIO!!!!!!!!!